Países do Oriente Médio tentam censurar o Telegram



  

Aplicativo está sendo censurado por países devido ao compartilhamento de conteúdos ofensivos e imorais.

O Telegram, concorrente direto do Whatsapp, que ganhou espaço recentemente no Brasil, quando seu concorrente ficou fora do ar por decisão judicial, tem como um grande atrativo e talvez até mesmo vantagem sobre seu concorrente o fato de primar pela privacidade total de seus usuários no app. O que incomoda muitos países.

Por isso, o app vem sofrendo algumas sanções de países como a Arábia Saudita, que quer impedir o funcionamento do Telegram em toda a região.

O país, porém, não se pronunciou oficialmente sobre o caso, sendo que a notícia foi dada pelo CEO do Telegram, que confirmou a limitação no país graças as reclamações dos usuários, que começaram a relatar problemas para conversar pelo app.

Primeiro, o mensageiro acabou ficando extremamente lento, quase impossibilitando seu uso, o que era notado facilmente ao tentar se baixar um arquivo pelo app, confirmando mais tarde, o bloqueio do Telegram na Arábia Saudita.

Uma das acusações feitas pelos governos é que o Telegram estaria sendo usado por membros do Estado Islâmico e outras organizações terroristas. A facilidade seria na empresa não impor limitações e restrições a liberdade de expressão dos usuários. Porém, recentemente a empresa vem tentando excluir os conteúdos de Pedofilia e Terrorismo, para acalmar as críticas que estão sendo feitas ao app.





Outro país que vem pressionando o Telegram a excluir conteúdos imorais e ofensivos é o governo do Irã. O aplicativo possui um grande número de usuários nos países islâmicos, o que gerou inclusive questionamentos sobre o servidor estar localizado por lá.

Recentemente inclusive no Judiciário do Irã, por muito pouco o Telegram não foi censurado. Em votação, o ''Não'' a censura do app venceu por apenas um voto.

A tendência é que para não sofrer com ainda mais restrições, o Telegram limite e exclua cada vez mais o conteúdo considerado ofensivo e/ou imoral, como vídeos de crimes, pedofilia, extremismo, etc.

Por Isis Genari.



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