Estudos comprovam que utilizar celulares pré-pagos pode sair até 130% mais caro. A pesquisa foi feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e o objetivo era comemorar o Dia do Consumidor. Entretanto, a notícia surpreendeu muitos clientes, uma vez que consideraram os preços e serviços publicados como exorbitantes.

Algumas empresas de telefonia não forneceram dados sobre o serviço e os resultados mostraram as diferenças de preços cobrados pelas quatro principais operadoras de telefonia móvel: Claro, Oi, TIM e Vivo. Dentre elas, a Oi é a que possui o valor mais barato do grupo, com diferenças de até 35%. Em seguida, tivemos a TIM, com o plano pré-pago Infinity Pré, cujo valor por minuto é de R$ 1,59 e o plano mais barato é de R$ 49. Entretanto, a diferença do pré-pago para o pós-pago foi de 55,8%.

A Vivo, uma das operadoras mais conhecidas no país e que funciona em praticamente todos os estados brasileiros apresentou variação de 58% no preço do minuto do pré-pago e do pós. Para quem aderiu ao plano, ele pode sair a partir de R$ 61, enquanto nos celulares pré-pagos o minuto é cobrado por R$ 1,56.

Por fim, temos a Claro, operadora que tem contado com inúmeras reclamações nos últimos meses e foi a que apresentou variação de 132% se compararmos os dois planos, ou seja, é a que teve o valor do minuto mais caro. No plano Toda Hora, o preço no pré-pago sai por R$ 1,60, no caso de ligações para telefones fixos e para outras operadoras. Entre celulares Claro, o preço é de R$ 1,56. Quem opta por ter um telefone móvel pós-pago, o valor da mensalidade pode sair por R$ 89. Desta forma, é importante que o usuário saiba qual tipo de celular sairá mais barato e qual o tipo de plano mais rentável para seu bolso. 

Por Luciana Viturino

Celular

Foto: Divulgação


O deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) propôs o Projeto de Lei 3099/12 sobre o consumo de créditos pré-pagos de celulares. Na ementa está anunciado que: "Altera a Lei nº 9.472, de 16 de julho de 1997, estabelecendo a obrigatoriedade da atualização monetária dos créditos não consumidos dos planos pré-pagos do Serviço Móvel Pessoal", o que significa que o projeto propõe que o valor dos créditos não consumidos pelo usuário seja atualizado pelas operadoras de celular de serviço pré-pago após 90 dias de sua aquisição.    

De acordo com o deputado que propôs o Projeto de Lei, quando o consumidor adquire o crédito e não o consome por um grande período de tempo, as empresas acabam se beneficiando destes recursos e os ganhos não são revertidos para os clientes. No momento, o projeto que alteraria a Lei Geral de Telecomunicações (9.472/97), ainda não foi entregue às comissões da Câmara dos Deputados e está no aguardo na Seção de Registro e Controle de Análise da Proposição/SGM – SECAP (SGM) – pelo despacho do Presidente da Câmara dos Deputados.  

A notícia está no site da Câmara dos Deputados e o Projeto de Lei 3099/12 encontra-se aqui.

Por Débora Dacanal





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